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vai receber R$ 21 milhões por ano para treinar a França

vai receber R$ 21 milhões por ano para treinar a França

França, bicampeã mundial, terá novo técnico com vencimentos que o colocam entre os mais bem pagos do planeta.

Zinédine Zidane assume o comando da seleção da França com uma das maiores folhas salariais do futebol europeu. Segundo informações divulgadas pela RMC Sport, o ex-treinador do Real Madrid receberá 300 mil euros por mês, valor que pode chegar a 450 mil euros mensais se cumprir as metas previstas em contrato. O vínculo com a Federação Francesa de Futebol (FFF) é de quatro anos e vai até a Copa do Mundo de 2030.

Quanto Zidane vai ganhar na seleção francesa?

O salário base do novo comandante é de 3,6 milhões de euros por temporada, o equivalente a aproximadamente R$ 21 milhões anuais. Com os bônus por desempenho previstos em contrato, o valor pode saltar para 5,4 milhões de euros anuais, cerca de R$ 31,6 milhões. Na prática, trata-se de uma remuneração superior à de Didier Deschamps, que comandou a França por 14 anos e recebia em torno de 3,8 milhões de euros por temporada.

Para dimensionar o impacto, os números colocam Zidane entre os técnicos mais bem pagos do futebol de seleções. Em termos de comparação com clubes, treinadores de elite do Velho Continente costumam girar na faixa de 10 a 15 milhões de euros líquidos por ano, mas a função de treinador de seleção costuma ter uma remuneração menor justamente pela ausência depremiação por resultados de clube. Nesse contexto, o acordo com Zidane se aproxima de patamares considerados altos para a função.

O que está por trás dos valores?

O contrato de Zidane prevê gatilhos de desempenho que, se forem alcançados, elevam o vencimento mensal de 300 mil para 450 mil euros. Entre as metas possíveis estão classificação em torneios, campanhas em Copas do Mundo e Eurocopas, além de objetivos de desenvolvimento esportivo da seleção. O formato é comum em negociações com nomes de peso do futebol: o clube ou federação protege o caixa no cenário base e oferece bonificação no cenário otimista.

A transparência sobre esses valores é parcial. O presidente da FFF, Philippe Diallo, preferiu não confirmar publicamente os números divulgados pela imprensa francesa. Em entrevista, Diallo afirmou que o dinheiro não foi o ponto central da negociação e que a conversa com Zidane, em fevereiro de 2025, girou em torno do projeto esportivo. Ainda assim, os valores vazados servem como referência para entender o peso do investimento feito pela entidade.

O que isso muda na prática?

Para o torcedor comum, o efeito mais direto é simbólico. A chegada de Zidane, somada ao pacote salarial divulgado, sinaliza que a Federação Francesa quer manter o status de potência do futebol mundial. A França é a atual vice-campeã mundial, perdeu a final da Copa de 2022 para a Argentina nos pênaltis, e chega como uma das favoritas para a Copa de 2026, nos Estados Unidos, México e Canadá. O discurso oficial é de continuidade do trabalho de Deschamps, mas com uma nova identidade tática.

Na esfera prática, o salário elevado também pressiona diretamente por resultados. Treinadores de seleção costumam ter pouco tempo de trabalho com os jogadores, já que os clubes concentram a rotina de treinos. Por isso, metas como classificar para a Copa, avançar de fase e conquistar títulos funcionam como termômetro rápido. Caso os bônus sejam acionados, isso indicará que Zidane atingiu objetivos esportivos relevantes ao longo do ciclo até 2030.

Agenda de estreia e próximos desafios

A estreia oficial de Zidane no banco francês está marcada para 25 de setembro, diante da Turquia, pela Liga das Nações da Uefa. A sequência inicial é bastante intensa: a França terá quatro partidas em dez dias durante a próxima Data Fifa, o que exigirá preparação rápida e gestão de elenco. Para quem acompanha o cenário europeu, esse é o momento de observar como o ex-camisa 10 vai montar a equipe sem a presença diária dos jogadores que militam em clubes espalhados por toda a Europa.

Zidane chega ao cargo após passagens marcantes pelo Real Madrid, onde venceu três edições consecutivas da Liga dos Campeões (2016, 2017 e 2018) e dois títulos da La Liga. Apesar de não ter experiência anterior como treinador de seleção, seu histórico em clubes e o conhecimento profundo do futebol francês o credenciam para o posto. O contrato longo, até 2030, mostra que a federação aposta em um ciclo completo, com a possibilidade de disputar duas Copas do Mundo no período.

Para quem acompanha o noticiário esportivo nacional, vale acompanhar de perto os desdobramentos dessa contratação. Os resultados da Liga das Nações e os próximos amistosos vão indicar se o alto investimento financeiro da FFF se traduzirá em títulos e bom futebol dentro de campo, ou se ficará apenas no campo das expectativas.

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Jornalista

Ana Martins

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