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Silvia Abravanel, filha de Silvio Santos, quer ser deputada

Silvia Abravanel, filha de Silvio Santos, quer ser deputada

A herdeira da família dona do SBT se lança na política e revela partido e estado onde pretende disputar as eleições.

Silvia Abravanel, segunda filha de Silvio Santos e apresentadora conhecida pelo comando do "Bom Dia & Cia" no SBT, oficializou sua entrada na política ao registrar candidatura a deputada federal por São Paulo pelo PSD nas eleições de 2026. A movimentação marca a estreia da empresária na vida pública e foi confirmada por meio da declaração de bens entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde ela declarou um patrimônio de R$ 47.546.965,91.

Quem é Silvia Abravanel e o que ela traz para a disputa

Adotada por Silvio Santos ainda recém-nascida, Silvia cresceu dentro do SBT e começou a trajetória nos bastidores da emissora, antes de migrar para a produção de programas. Foi no público infantil, porém, que ela ganhou projeção nacional: por mais de uma década comandou o "Bom Dia & Cia", tornando-se um dos rostos mais familiares da televisão aberta brasileira entre crianças e adolescentes.

Fora das câmeras, ela também atua como empresária e participa da administração de negócios ligados à família Abravanel. Vale destacar que é uma das seis filhas do apresentador — nenhuma delas havia disputado formalmente um cargo eletivo até agora.

A declaração de bens entregue ao TSE mostra uma carteira diversificada em quatro grandes blocos:

  • Aplicações financeiras: o maior item isolado é uma aplicação no Banco Santander no valor de R$ 17.256.150,83.
  • Imóvel residencial: uma casa avaliada em R$ 7,5 milhões.
  • Depósitos judiciais: dois valores relacionados a uma ação envolvendo o ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação) que, somados, ultrapassam R$ 9,3 milhões.
  • Participação societária: uma fatia na empresa Grateful Limited, sediada nas Bahamas, avaliada em R$ 4.786.846,59.

O que isso muda na prática?

Para o eleitor paulista, a novidade principal é saber que uma figura da televisão vai entrar na corrida por uma cadeira na Câmara dos Deputados. Disputar voto em São Paulo significa lidar com o maior colégio eleitoral do país, e a visibilidade midiática acumulada por Silvia pode funcionar como uma vitrine inicial — mas não substitui a conquista de votos em cada região do estado.

A declaração patrimonial, por sua vez, cumpre um papel pedagógico: mostra de onde vem a base econômica da candidata e permite ao cidadão fiscalizar quem está pedindo seu voto. A empresa nas Bahamas é uma sociedade offshore — um tipo de empresa aberta em jurisdições com regras tributárias próprias, comum entre investidores e famílias com patrimônio internacional. Ter bens no exterior e aplicações milionárias não é irregular por si: o que importa é que tudo esteja declarado corretamente, como foi feito.

Nos próximos meses, vale observar três pontos que vão moldar a campanha: quais pautas Silvia pretende defender na Câmara, como vai conciliar a carreira de apresentadora com a rotina parlamentar e que base eleitoral vai priorizar — o público que a conhece da TV ou novos segmentos do eleitorado paulista. As respostas devem aparecer nas próximas entrevistas, nos eventos do PSD e, mais à frente, na propaganda eleitoral gratuita. Por ora, a oficialização do registro é o primeiro passo concreto de uma corrida que promete chamar atenção pelo sobrenome e pela origem profissional da candidata.

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Jornalista

André Santos

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