Se você amou 'Como Se Fosse a Primeira Vez', prepare-se para se encantar com um novo romance coreano na Netflix. Uma história agridoce que explora o amor e a memória, provando que alguns sentimentos transcendem o tempo e o esquecimento
Sempre que vejo histórias que misturam romance e memória, fico com vontade de assistir. Foi exatamente isso que aconteceu quando encontrei Se Esse Amor Desaparecesse Hoje no catálogo da Netflix: a premissa lembra Como Se Fosse a Primeira Vez, mas o filme coreano segue um caminho mais íntimo, delicado e marcante.
Com cerca de 1h45 (105 minutos), o longa ganhou destaque entre os romances asiáticos na plataforma. Durante o período do Dia dos Namorados, chegou a registrar quase 8 milhões de visualizações, mostrando que muita gente se conectou com a ideia de amar “recomeçando” todos os dias.
Baseado no romance Konya, Sekai kara Kono Koi ga Kietemo, da escritora japonesa Misaki Ichijo (publicado em 2020), o filme acompanha Han Seo-yun, uma jovem com amnésia anterógrada. Na prática, isso significa que ela acorda sem lembrar do que aconteceu nas últimas 24 horas—e cada dia começa como se fosse o primeiro.
A Netflix resume a história assim: “Uma garota acorda todas as manhãs sem se lembrar do dia anterior. Quando ela aceita sair em um encontro com um colega de classe tímido, será que o amor pode florescer a cada novo começo?”. É essa pergunta que orienta toda a narrativa: mesmo perdendo as lembranças, ela ainda consegue construir algo verdadeiro.
O resultado é uma trama que prende justamente por um contraste emocional: as memórias somem, mas os sentimentos permanecem. E esse tipo de resistência afetiva (o amor que não depende do “arquivo” da cabeça) dá um tom agridoce e faz o filme ficar depois que termina.
Em comparação com Como Se Fosse a Primeira Vez, a semelhança maior está no desafio do “recomeço” diário. Mas aqui o foco tende a ser ainda mais leve e contemplativo: mais do que explicar o mecanismo do esquecimento, o filme explora como a conexão acontece enquanto tudo muda.
Se você gosta de romances que tocam o coração sem virar algo pesado demais, vale assistir com a expectativa certa: é uma história sobre afeto, presença e o que pode existir além do tempo.
O que isso muda na prática?
Mesmo sendo ficção, o filme ajuda a pensar no dia a dia. Ele coloca na mesa uma ideia útil: relacionamentos não são apenas “memórias” — são também atitudes. No cotidiano, isso pode aparecer de formas simples: demonstrar carinho mesmo quando há falhas na comunicação, retomar conversas com gentileza depois de ruídos e manter constância emocional, mesmo quando a outra pessoa não “lembra” de tudo.
Uma forma prática de levar essa inspiração para a vida real é adotar microhábitos afetivos: registrar momentos em fotos, dizer “lembrei de você” com frequência e combinar formas claras de manter próximos (mensagens, encontros programados, rotinas). Assim, o vínculo não depende de um único tipo de lembrança.
Resumo rápido: “Se Esse Amor Desaparecesse Hoje” é um romance coreano na Netflix que, assim como Como Se Fosse a Primeira Vez, fala de amor em um cenário de recomeço diário—com um toque mais delicado e emocional.
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