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American Dream ainda é possível nos EUA? Entenda o que mudou

American Dream ainda é possível nos EUA? Entenda o que mudou

O sonho americano sobrevive desde a época dos pais fundadores dos EUA, mas a confiança nesse ideal parece estar diminuindo

Um caso ajuda a colocar números e políticas em perspectiva. Abdi Nor Iftin, somali que viveu como refugiado no Quênia, chegou aos EUA em 2014 após ser selecionado por meio do programa de vistos de diversidade. Por anos, ele transformou a oportunidade em vida nova: trabalho, adaptação e, depois, a cidadania americana.

Mas a história também mostra a parte menos visível do sonho americano: quando a estabilidade falha, o custo recai rapidamente sobre a rotina. Neste ano, Iftin perdeu o emprego em uma agência de reassentamento de refugiados — e, junto, perdeu o plano de saúde.

Na prática, isso significa que “chegar” nem sempre é o fim da jornada. Nos EUA, saúde e renda costumam estar fortemente conectadas ao trabalho. Quando a vaga some, a proteção também pode sumir, mesmo para quem já havia conquistado um marco importante.

Isso importa porque alimenta uma sensação de mudança no clima social: o ideal continua existindo, mas a confiança de que ele será sustentado para todo mundo parece menor. A esperança não desaparece; ela passa a exigir mais rede, preparo e alternativas.

Comparado à imagem clássica do “basta trabalhar que melhora”, o que vemos é um cenário mais exigente: é preciso planejar não só o futuro, mas também as pausas e reviravoltas que podem acontecer no caminho.

Se o American Dream ainda é possível? Sim — mas ele tende a ser menos automático do que a narrativa popular sugere. A boa notícia é que dá para aprender com esses recuos: construir reservas, entender direitos de saúde e buscar caminhos para não depender de uma única fonte.

O que isso muda na prática?

Para quem vive nos EUA (ou para quem sonha em recomeçar por lá), o recado é direto: emprego e cobertura de saúde podem andar juntos. Ao perder o trabalho, é comum que o plano de saúde desapareça junto. Por isso, vale checar com antecedência quais opções existem no seu caso (programas públicos, períodos de transição e alternativas de cobertura), além de manter um plano financeiro mínimo para emergências — mesmo que a meta seja crescer e seguir adiante.

Resumo rápido: A trajetória de um imigrante selecionado no programa de diversidade mostra que o sonho americano pode acontecer, mas a estabilidade — especialmente a saúde — pode ser frágil quando o trabalho acaba.

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Jornalista

Carlos Ribeiro

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