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Pit Panic parece fofo, mas os controles são um pesadelo

Pit Panic parece fofo, mas os controles são um pesadelo

Testamos a versão de PC do platformer roguelike da Flying Rat Studio, que aposta em mais de mil diferentes mapas feitos à mão e com um visual charmoso — mas tropeça justamente onde mais importa: no comando do personagem O post Pit Panic é fofo por fora, mas o…

Pit Panic é um platformer roguelike que aposta alto em variedade: mais de mil salas feitas à mão, quatro biomas com transformações de cenário (areia que vira vidro, gelatina que pega fogo) e uma proposta de morte permanente onde o progresso depende só da sua habilidade. A premissa é simples — escalar um templo asteca antes que ele desmorone —, mas a execução esconde uma dificuldade que pega muita gente de surpresa.

Por que isso importa para quem está pensando em comprar? Porque a estética cartunesca e as cores vivas vendem uma ideia de jogo casual e relaxante. Quem joga descobre rápido que está diante de um platformer de precisão punitivo, onde um erro de poucos pixels significa recomeço. A Flying Rat Studio entregou variedade de conteúdo e rejogabilidade, mas o controle do personagem parece travar justamente nos momentos mais tensos, comprometendo a experiência em sessões competitivas.

No dia a dia de quem joga, isso significa sessões curtas e frustrantes. Pit Panic não é daqueles jogos para "ligar e desligar": exige concentração total, paciência com checkpoints perdidos e tolerância a falhas repetidas. O gancho multifuncional — que serve para destruir blocos, balançar entre plataformas e alcançar tesouros — amplia as opções, mas também multiplica as situações em que um comando impreciso manda tudo por água abaixo.

Para contextualizar, o jogo lembra clássicos modernos do gênero como Celeste e Dead Cells na filosofia de "morte como aprendizado", mas se diferencia pela construção procedural a partir de salas pré-fabricadas, o que dá identidade visual a cada cenário sem cair na repetição genérica de geradores automáticos. O ranking online e o desafio diário adicionam longevidade para quem busca competir, e o editor de níveis permite criar — ou importar — desafios personalizados da comunidade.

Se você curte platformers desafiadores e não se importa com uma curva de aprendizado íngreme, Pit Panic entrega conteúdo para dezenas de horas. Mas se a ideia é um jogo descontraído para jogar casualmente, o título pode frustrar mais do que entreter. Antes de comprar, vale assistir gameplay real (não trailers editados) para sentir o ritmo do controle — é ali que mora a diferença entre amar e abandonar o jogo.

O que isso muda na prática?

Na prática, Pit Panic é um jogo para um nicho específico: quem gosta de plataforma de precisão e aceita sessões marcadas por tentativa e erro. A variedade de mais de mil salas embaralhadas garante que o conteúdo não esgote rápido, mas os controles exigem adaptação — quem vem de jogos com resposta mais generosa pode levar algumas horas para se acostumar. Lançado em 21 de julho de 2026 para PC, PlayStation 5, Xbox, Nintendo Switch e Switch 2, está disponível em múltiplas plataformas, o que facilita experimentar antes de se comprometer com uma compra definitiva.

Resumo rápido: Pit Panic é um roguelike de plataforma com visual adorável e mais de mil fases feitas à mão, mas a dificuldade punitiva e os controles imprecisos transformam a "fofura" em frustração para quem busca algo mais casual.

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