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Espanha chega a Madri e inicia festa pelo título da Copa

Espanha chega a Madri e inicia festa pelo título da Copa

Multidão toma as ruas com bandeiras e fogos para receber os heróis nacionais; conquista coloca o país entre os maiores vencedores da história.

A seleção da Espanha voltou para casa na segunda-feira, 20, e encontrou uma Madri tomada por torcedores prontos para celebrar o título da Copa do Mundo de 2026. O time, que derrotou a Argentina na prorrogação por 1 a 0, com gol de Ferran Torres aos 106 minutos, foi recebido como herói nacional após pousar no aeroporto de Madrid-Barajas às 14h30 no horário local (9h30 em Brasília).

Capitão Rodri desce do avião com a taça

O primeiro a aparecer na porta do avião foi Rodri, eleito o melhor jogador do torneio, carregando a taça de campeão. Logo atrás vieram o técnico Luis de la Fuente e os demais atletas, incluindo Lamine Yamal e o próprio Ferran Torres, autor do gol da vitória. Do aeroporto, o grupo embarcou em um ônibus envelopado com faixas laterais que traziam a mensagem "Parabéns, campeões".

A comitiva passou pelo Palácio da Zarzuela, onde foi recebida pelo rei Felipe VI, e em seguida pelo Palácio da Moncloa, em encontro com o primeiro-ministro Pedro Sánchez. De lá, os jogadores seguiram para um ônibus de dois andares e iniciaram o desfile pelas grandes avenidas da capital espanhola, com destino à Praça de Cibeles, onde está sediada a prefeitura de Madri.

Espera-se cerca de um milhão de pessoas na festa

O delegado do governo em Madri, Francisco Martín, projetou a presença de aproximadamente um milhão de pessoas na cerimônia marcada para por volta das 19h no horário local. Para garantir a segurança do público e dos jogadores, mais de 2.000 policiais e 400 agentes da Guarda Civil foram mobilizados ao longo do trajeto.

A Praça de Cibeles é um símbolo do futebol espanhol: é ali que o Real Madrid costuma celebrar títulos importantes, e a tradição agora se estende à seleção principal depois de uma conquista de relevância global.

O que isso muda na prática para o torcedor?

Para quem acompanha futebol, a imagem da Espanha descendo com a taça e percorrendo Madri reforça o tamanho do feito: a equipe encerrou a partida sem permitir que a Argentina sequer chutasse a gol enquanto estivesse empatada, sustentando o estilo baseado em posse de bola e defesa sólida que marcou a campanha. Foi também o desfecho de uma decisão que teve Donald Trump, presidente dos Estados Unidos — país-sede do torneio —, presente no estádio e vaiado ao entrar em campo ao lado do presidente da Fifa, Gianni Infantino, para a cerimônia de premiação.

O gol de Ferran Torres veio já no segundo tempo da prorrogação, depois de 105 minutos de equilíbrio. Com a vitória, a "Roja" assume de vez o posto de potência máxima do futebol mundial no ciclo, encerrando um jejum que durava desde 2010, quando também havia sido campeã do mundo.

Comemoração também marcada por uma tragédia

A festa em território espanhol, porém, não foi só de alegria. Na província de Salamanca, no oeste do país, um adolescente de 13 anos morreu após a queda de uma fonte sobre a qual ele havia subido junto com outras pessoas, em meio aos comemorações que se espalharam pelo país logo após o apito final em solo norte-americano. O caso serve de lembrete sobre os riscos de aglomerações e estruturas improvisadas em meio a celebrações de grande porte — um alerta que se aplica a qualquer cidade que receba multidões em eventos esportivos.

A Espanha passou a noite em festa, e a tendência é que as celebrações se estendam pelos próximos dias, com a chegada dos jogadores a Madri sendo apenas o começo de uma série de homenagens previstas nas próximas semanas.

Para o leitor brasileiro, o episódio mostra o peso simbólico de um título mundial: além do troféu, há agenda institucional com chefes de Estado, operação de segurança em larga escala e mobilização popular que transforma a rotina de uma capital inteira.

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Jornalista

Sarah Martins

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