Se você coleciona jogos de Final Fantasy ou simplesmente prefere comprar a versão em mídia física, essa notícia envolve diretamente o seu próximo (e provável) gasto: a Square Enix ainda não decidiu se Final Fantasy VII Revelation — a nova parte da trilogia remake — vai ganhar edição em disco. Quem deu o aviso foi o próprio diretor do jogo, Naoki Hamaguchi, em entrevista ao GamesRadar, republicada pela IGN.
O que o diretor disse, sem enrolação
Hamaguchi reconheceu que o tema das mídias físicas é uma preocupação real dentro da Square Enix neste momento. Como o jogo ainda não vai sair tão cedo — a previsão é que leve quase mais um ano para chegar ao mercado —, ele evitou cravar qualquer resposta definitiva. O ponto central da fala foi: "ainda estamos discutindo internamente qual será a linha exata de produtos (SKUs) para Revelation". Ou seja, existem várias versões possíveis em análise e nada está fechado.
Mesmo sem garantir, o diretor deixou claro que está pessoalmente engajado em viabilizar uma edição física de alguma forma. Ele tratou o assunto com transparência, admitindo que depende de regras específicas de cada plataforma — algo que, segundo ele, limita bastante as opções da produtora.
Por que o Switch 2 complica (e muito) esse plano
Um dos pontos mais práticos da entrevista foi quando Hamaguchi explicou que plataformas como o Switch 2 possuem restrições técnicas reais. Os cartuchos do novo console da Nintendo têm limite físico de armazenamento, o que impede colocar jogos enormes — especialmente ports e títulos multiplataforma — em um único cartucho sem comprometer qualidade.
Para um jogo do tamanho de Final Fantasy VII Revelation, isso significa que a Square Enix precisa avaliar caso a caso: cabe no cartucho? Precisa de download adicional? Vale a pena economicamente produzir a mídia? São perguntas que, aparentemente, ainda não têm resposta.
O que isso muda na prática?
Se você é do time que só compra jogo em mídia física, a recomendação agora é: segure a ansiedade e espere um anúncio oficial antes de reservar dinheiro. Pelo tom de Hamaguchi, existe uma tendência clara de que algo físico chegue ao mercado — mas o formato ainda é incerto. Pode ser o disco tradicional, um código de download dentro de uma caixa, um cartão com chave do jogo ou até um item colecionável comemorativo.
Vale destacar que o próprio diretor demonstrou otimismo quanto a sempre existir algum tipo de item físico, mesmo que não seja o jogo completo no disco. Ele demonstrou valorizar a ideia de entregar algo que o fã possa guardar com carinho — referência direta ao público que forma coleções ou tem apego afetivo à franquia.
O "piada séria" sobre ser feito em picadinho
Hamaguchi também soltou uma declaração bem-humorada no meio da entrevista: segundo ele, os fãs vão "fazer picadinho dele" se o jogo não ganhar uma edição física depois dessas falas. Foi uma tentativa de aliviar o clima, mas serve como indicador importante: ele sabe o quanto a comunidade se importa com isso.
Para quem acompanha a franquia, essa sensibilidade do diretor não é pouca coisa. Ele reconhece abertamente que colecionadores formam uma fatia relevante do público de Final Fantasy — e que ignorar essa demanda poderia custar caro em reputação.
Contexto: o mercado de jogos físicos está mudando
A discussão sobre mídias físicas em jogos AAA não é exclusiva de Final Fantasy. Nos últimos anos, cada vez mais jogos têm sido lançados apenas digitalmente ou em edições híbridas (caixa com código, em vez do disco tradicional). Fatores como custo de produção, logística de distribuição e a preferência do público por praticidade digital pesam nessa equação.
No caso específico de Final Fantasy VII Revelation, soma-se ainda o fato de ser multiplataforma — rodando em PS5, Xbox, PC e Switch 2 — o que multiplica as variáveis envolvidas. Cada plataforma tem suas próprias regras de licenciamento, tamanho de mídia e modelo de negócio. Produzir um disco físico que funcione bem em todas elas é, genuinamente, um desafio.
O que esperar nos próximos meses
Como o jogo só deve chegar em 2026, existe tempo de sobra para a Square Enix anunciar a estratégia final. É razoável esperar que nas próximas grandes feiras do setor — como um The Game Awards ou um State of Play da Sony — surjam novidades concretas sobre as edições de Revelation.
Enquanto isso, vale acompanhar os canais oficiais da Square Enix e ficar de olho em comunicados da imprensa especializada. Comprar por impulso agora, baseado em rumores, pode não ser a melhor estratégia. Se você é daqueles que quer garantir a cópia no dia do lançamento, o melhor caminho é aguardar pelo menos um posicionamento oficial da produtora sobre as SKUs.
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