Notícias · Análises · Atualidades
Figma passa a hospedar dados no Brasil para clientes corporativos

Figma passa a hospedar dados no Brasil para clientes corporativos

Plataforma de design passa a armazenar informações de empresas no território brasileiro, reduzindo riscos e melhorando a conformidade com a LGPD.

O Figma, plataforma colaborativa usada para criar interfaces e protótipos, anunciou a hospedagem local de dados no Brasil. Com a abertura de um novo escritório em São Paulo, a empresa passa a permitir que clientes do plano corporativo mantenham arquivos armazenados em servidores nacionais.

Por que o Figma decidiu hospedar dados no Brasil?

Segundo o comunicado divulgado pela companhia, a mudança atende a exigências de privacidade e governança de dados. Em vez de depender exclusivamente de infraestrutura fora do país, o Figma passa a oferecer uma opção com infraestrutura descentralizada, focada em dar mais controle sobre a localização das informações.

A empresa também destaca que essa decisão não tem como objetivo “desacelerar” o serviço. A expectativa é que, com servidores localizados, os clientes consigam mais controle de onde os dados ficam, sem comprometer a velocidade da plataforma.

Na avaliação da Figma, a novidade coloca o Brasil ao lado de mercados como União Europeia, Austrália e Índia, que já trabalham com modelos semelhantes.

Quem deve se interessar por essa mudança?

Esse recurso é voltado principalmente para grandes corporações. O foco, segundo a empresa, recai sobre áreas que precisam atender a requisitos específicos sobre o local de armazenamento de dados — com destaque para setores financeiro e de tecnologia.

Na prática, isso costuma pesar na hora de aprovar ferramentas dentro das empresas: áreas de compliance, segurança da informação e jurídico tendem a exigir alinhamento com políticas internas e normas relacionadas à governança de dados. Quando a infraestrutura está no mesmo país (ou região regulada), a discussão geralmente fica mais objetiva.

O Figma cita ainda que a carteira de clientes inclui empresas como Itaú Unibanco, iFood, Mercado Livre, Nubank, Sicredi e BTG Pactual, reforçando que a plataforma já é utilizada por organizações que lidam com ambientes corporativos complexos.

O que isso significa na rotina de design e produto?

O produto em questão é o Figma, usado por equipes para criar interfaces, protótipos e outros produtos digitais. Para profissionais de produto e design, a mudança pode parecer “invisível” do lado de fora — afinal, o dia a dia continua sendo fazer colaboração em tempo real, revisar fluxos e construir entregas.

Mas há um impacto importante nos bastidores: ao oferecer hospedagem local para arquivos em servidores do Brasil, a empresa tenta reduzir um tipo comum de barreira para adoção. Em outras palavras, a decisão passa a ajudar organizações que precisam demonstrar onde os dados ficam, principalmente quando o software é usado no ciclo de desenvolvimento.

Para quem participa de processos de aquisição interna, isso pode facilitar conversas com times de TI e segurança. E para quem trabalha com protótipos e bibliotecas, isso representa uma camada adicional de adequação às regras da organização, sem obrigar a equipe a “trocar” a ferramenta para outra que atenda ao requisito.

Infraestrutura local não é só “geografia”: é governança

A governança de dados envolve políticas, auditoria e responsabilidades claras. Quando uma empresa define que dados devem permanecer em um território específico, a discussão deixa de ser apenas sobre segurança técnica e passa a incluir localização, conformidade e controles.

Ao posicionar o Brasil junto a outros mercados, o Figma sinaliza que essa demanda é relevante para a operação global. E o fato de haver um novo escritório em São Paulo também sugere um movimento de expansão regional, com maior proximidade com clientes e ecossistemas locais.

Em declaração, a diretora da Figma para a América Latina, Débora Mioranzza, afirmou que o Brasil tem uma das comunidades de design e tecnologia mais dinâmicas do mundo e que ampliar o escritório em São Paulo e trazer hospedagem de dados para mais perto é parte do compromisso com o país.

Então o Figma ficou melhor para todo mundo?

Não necessariamente. A novidade é descrita como uma opção voltada a clientes do plano corporativo, especialmente grandes empresas com requisitos específicos. Ou seja: se você usa o Figma como profissional individual ou em equipes menores, o anúncio pode não mudar seu acesso no curto prazo.

O ponto central para quem está avaliando adoção dentro da empresa é: existem cenários em que o “onde os dados ficam” pesa tanto quanto o recurso da ferramenta. Ao oferecer hospedagem local, o Figma tende a reduzir fricções em processos internos de aprovação.

Se sua organização trabalha com exigências de privacidade, conformidade ou governança, vale a pena levar essa atualização para o time responsável por segurança da informação e compras. A partir daí, é possível entender como a hospedagem local será aplicada no seu caso, quais tipos de dados entram na política e como isso se encaixa nas regras internas.

Ver mais notícias

Continue acompanhando o Portal Brasil News

O que achou deste post?

Jornalista

Lucas Almeida

Leia também