Zema confirma candidatura pelo Novo e vice segue como mistério
Sigla cogita uma composição com o DC para ter Joaquim Barbosa na chapa
O partido Novo oficializou nesta segunda-feira (27), em convenção realizada em Brasília, Romeu Zema como candidato à Presidência da República. O ex-governador de Minas Gerais confirmou que disputará o Palácio do Planalto, mas ainda não revelou quem ocupará a vaga de vice em sua chapa.
A indefinição sobre o vice importa porque essa escolha pode ampliar ou limitar o alcance eleitoral de Zema. A negociação com o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa, que chegou a avaliar uma candidatura própria pelo Democracia Cristã, é vista como estratégica para atrair o eleitorado conservador e jurídico. O próprio presidente do Novo, João Caldas, classificou a possível composição como "uma grande chapa".
No dia a dia do eleitor, a decisão sobre o vice influencia diretamente o formato do programa de governo, as alianças regionais e o tom da campanha. Zema defende uma agenda de redução do Estado, com privatizações de estatais como Petrobras e Banco do Brasil, além do incentivo a parcerias público-privadas. Isso significa que, se eleito, políticas públicas podem passar por mudanças estruturais em setores como energia, crédito e infraestrutura.
Para entender o cenário: Zema aparece com apenas 3% das intenções de voto no levantamento Nexus/BTG, empatado tecnicamente com Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Augusto Cury (Avante) e Cabo Daciolo (Mobiliza). Ele aposta em críticas a ministros do STF, especialmente após ser alvo de um processo movido por Gilmar Mendes por calúnia, e também se posicionou contra a relação entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, o que lhe rendeu atritos com o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Outras candidaturas já confirmadas incluem Flávio Bolsonaro (PL), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD). A convenção do PT, que confirmará a tentativa de reeleição de Lula, acontece no próximo domingo (2).
Para o leitor, vale acompanhar de perto: a definição do vice pode acontecer nas próximas semanas, e o nome escolhido dirá muito sobre o tipo de coalizão que o Novo pretende formar. Enquanto isso, as pesquisas seguem mostrando um cenário fragmentado à direita, com vários candidatos disputando o mesmo nicho ideológico.
O que isso muda na prática?
Na prática, a confirmação de Zema como candidato amplia o leque de opções à direita e pode fragmentar ainda mais os votos desse campo, já que nomes como Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado também estão na disputa. A escolha do vice — especialmente se for Joaquim Barbosa — pode mudar a percepção do eleitor sobre a viabilidade da chapa, já que Barbosa carrega credibilidade institucional e jurídica. Para quem defende pautas de desestatização, Zema representa uma das vozes mais firmes nesse campo, com propostas concretas para reduzir o tamanho da máquina pública.
Resumo rápido: O Novo oficializou Romeu Zema como candidato à Presidência, mas a escolha do vice — possivelmente Joaquim Barbosa — segue em aberto, enquanto o ex-governador tenta crescer nas pesquisas com uma agenda de privatizações e críticas ao STF.
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