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Vozinha não poderá usar apelido no novo time: entenda o motivo

Vozinha não poderá usar apelido no novo time: entenda o motivo

O destaque da Copa do Mundo assinará o clube chileno Colo-Colo

O goleiro cabo-verdiano que brilhou na Copa do Mundo de 2026 acabou de acertar com o Colo-Colo, um dos maiores clubes do Chile, mas já sabe que terá que abrir mão de algo que sempre o acompanhou dentro de campo: o apelido "Vozinha". A restrição vem de uma regra simples, mas pouco conhecida pelos torcedores brasileiros: o Campeonato Chileno proíbe que os jogadores estampem apelidos nas camisas, obrigando o uso de sobrenomes oficiais.

Para o fã comum que nunca acompanhou o futebol chileno de perto, isso pode parecer um detalhe bobo. Mas, na prática, muda totalmente a forma como o atleta é identificado pelo público, pela imprensa e até pelos próprios companheiros de time. É como se uma marca pessoal construída ao longo de anos fosse, de repente, substituída por um nome genérico que ninguém reconhece de imediato.

O impacto no dia a dia vai além da estética. No mundo do futebol, apelido é identidade. É o que diferencia um jogador de outro numa chamada de rádio, numa manchete de jornal ou na conversa de bar. Para Vozinha, que ganhou fama justamente pelo carisma e pela história por trás do apelido — inspirado nas broncas da avó quando ele voltava machucado das peladas —, perder esse "rótulo" significa reaprender a se apresentar ao público chileno e internacional.

A história do nome tem um quê de filme: quando criança, Josimar levava uma pancada jogando bola, ficava bravo e ia para casa chorar. Os amigos zoavam que ele ia pedir socorro à avó — e daí surgiu "Vozinha". Curiosamente, seu nome de registro também tem origem futebolística: o pai o batizou em homenagem ao ex-lateral Josimar, que defendeu a Seleção Brasileira nos anos 80. Ou seja, tanto o nome quanto o apelido carregam futebol no DNA.

Para o Colo-Colo, a contratação é um golpe de marketing: trazer um goleiro de 40 anos que viralizou na Copa — especialmente no jogo contra a Argentina, quando até defendeu chutes de Messi — garante holofotes mesmo com o campeonato chileno já em andamento. Já para Vozinha, a adaptação começa pela simples escolha entre usar "Évora" ou "Dias" nas costas da camisa. Pequeno detalhe, grande mudança simbólica.

O que isso muda na prática?

Na prática, o torcedor que comprar a camisa do Colo-Colo com o nome do goleiro vai ver "Évora" ou "Dias" estampado, e não "Vozinha". Para quem acompanha a liga chilena pela primeira vez por causa dessa contratação, vale entender que essa exigência de sobrenome é comum em vários países sul-americanos e existe por questões contratuais, de identificação legal e de proteção à imagem — não é uma implicância pessoal com o atleta. Saber disso evita aquela estranheza na hora de ver o jogo e não reconhecer o famoso goleiro pelo nome na camiseta.

Resumo rápido: O goleiro Vozinha, destaque de Cabo Verde na Copa do Mundo de 2026, assinou com o Colo-Colo do Chile, mas terá que usar um de seus sobrenomes oficiais (Évora ou Dias) na camisa, porque o Campeonato Chileno proíbe apelidos nos uniformes.

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