Governador contesta diagnóstico do adversário sobre as contas de São Paulo e afirma que Estado terminará o mandato com superávit, investimentos recordes e R$ 22 bilhões em caixa
O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), respondeu às declarações de Fernando Haddad (PT), que afirmou — durante sabatina à revista VEJA — que precisaria fazer um verdadeiro "pente-fino" nos contratos e nas finanças do Estado caso vença as eleições. Segundo Haddad, sem essa revisão, não haveria espaço no orçamento para novos investimentos. Tarcísio classificou esse diagnóstico como "absolutamente falso" e devolveu a crítica, dizendo: "Muito me admira a pessoa que quebrou o Brasil falar de fiscal".
Esse tipo de troca de farpas entre candidatos não é apenas disputa eleitoral: ela ajuda o eleitor a entender quem realmente cuida do dinheiro público e quem pode estar exagerando para ganhar votos. Quando dois postulantes a um cargo importante discordam sobre os números oficiais, é um sinal de que o tema fiscal importa — e muito — para o futuro do Estado mais rico do país.
No dia a dia do paulista, o assunto tem impacto direto. Se o Estado estiver realmente saudável financeiramente, isso significa continuidade de obras, manutenção de serviços públicos e capacidade de investir em saúde, segurança e educação sem precisar aumentar impostos. Por outro lado, se houver realmente um rombo nas contas, o cidadão comum pode esperar cortes, paralisação de projetos ou até aumento da carga tributária nos próximos anos.
Para sustentar sua defesa, Tarcísio apresentou números concretos: superávit primário de R$ 5,5 bilhões em 2023, R$ 12,9 bilhões em 2024 e R$ 8,5 bilhões em 2025 — totalizando cerca de R$ 27 bilhões no período. Comparou esses resultados ao governo federal, que, segundo seus cálculos, acumulou déficit de R$ 335 bilhões nos mesmos anos. O governador também afirmou que a caixa livre do Estado saiu de R$ 23 bilhões (em 2022) para R$ 22 bilhões (em 2025), mantendo estabilidade mesmo com R$ 110 bilhões em investimentos do tesouro nesses quatro anos.
Tarcísio ainda listou medidas da sua gestão que, segundo ele, fortaleceram as finanças paulistas: reforma administrativa, revisão de despesas, extinção de entidades estatais, gestão da dívida ativa e renegociação da dívida com a União. O contraste com Haddad — que como ministro da Fazenda integra a equipe econômica federal — é proposital: o governador busca mostrar que, enquanto a União enfrenta dificuldades, São Paulo estaria navegando bem. Resta ao eleitor avaliar se os números apresentados se sustentam e se o futuro governador manterá esse equilíbrio fiscal ou se precisará, de fato, fazer ajustes dolorosos logo nos primeiros meses de mandato.
O que isso muda na prática?
Na prática, essa discussão define se o próximo governador herdará um Estado com fôlego para investir ou se terá de começar o mandato "apagando incêndios". Para quem mora em São Paulo, a diferença aparece em coisas concretas: novos hospitais funcionando, escolas reformadas, obras de infraestrutura que saem do papel ou ficam apenas no papel. Acompanhar de perto os indicadores fiscais — não apenas as promessas de campanha — é a melhor forma de cobrar responsabilidade de quem governa.
Resumo rápido: Tarcísio rebate Haddad e garante que deixará São Paulo com superávit, R$ 22 bilhões em caixa livre e R$ 110 bilhões em investimentos, acusando o adversário de ter "quebrado o Brasil" pelas contas federais.
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