A pausa para a Copa do Mundo dá tempo a Pedrinho, que prioriza a venda da SAF. Tal movimento pode mudar o patamar do Vasco.
Enquanto o Brasileirão pausa para a Copa do Mundo, o Vasco trabalha nos bastidores com um objetivo claro: reorganizar o elenco e destravar recursos. Segundo informações da ESPN, Pedrinho está em conversas com Marcos Faria Lamacchia, apontado como favorito para assumir o comando da SAF. A ideia é que uma possível venda da SAF aconteça nesse período de férias, para que o clube chegue mais forte ao próximo ciclo de competições.
Isso importa porque, para um time que está na zona de rebaixamento, “ganhar fôlego” financeiro não é apenas sobre contratar nomes, e sim sobre reduzir riscos: tempo de recuperação de atletas, número de opções reais no elenco e capacidade de buscar peças específicas para corrigir falhas do time.
No dia a dia do torcedor, a expectativa costuma parecer distante — mas a influência é bem concreta. Quando o clube consegue investir melhor (ou ao menos se planeja com mais clareza), a chance de o técnico ter reposição para posições-chave aumenta. Ou seja: menos tropeços por falta de alternativa na hora do jogo, mais competitividade em treinos e, principalmente, mais “certeza” sobre o tipo de jogador que deve chegar.
O Vasco, por enquanto, mira uma montagem de elenco com estratégia e criatividade: reforços com perfil adequado sem necessariamente depender de gastos altos. A prioridade citada é por um zagueiro de boa estatura e um centroavante com alto poder de finalização. Um ponta canhoto para disputar posição com Adson também é considerado dentro do plano.
Um ponto que pode acelerar a mudança é o papel de Lamacchia, associado ao contexto econômico ligado ao Banco Real e à família de Leila Pereira. Se a negociação da SAF estiver realmente bem encaminhada, o Vasco pode ganhar folga para pensar em estrutura e não só em “contratações pontuais”. Ainda assim, divergências políticas são citadas como entrave, e o período de férias deve ser determinante para o desfecho.
O que isso muda na prática?
Se a venda da SAF avançar, o Vasco tende a ter mais capacidade de investir no mercado e, com isso, ajustar prioridades com mais eficiência. Na prática, isso costuma aparecer em três frentes: (1) chegada de peças mais certeiras para setores carentes (como zaga e ataque), (2) possibilidade de aumentar o elenco para evitar “aperto” em sequência de jogos e (3) mais condições para o clube planejar reformas e fortalecimento estrutural — itens que costumam reduzir a turbulência esportiva ao longo da temporada.
Resumo rápido: A pausa da Copa dá tempo ao Vasco para tentar destravar a venda da SAF, e isso pode abrir espaço para reforços e elevar o nível do clube.
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