A zagueira Pati Maldaner recusou uma proposta do Al Qadsiah, da Arábia Saudita, e decidiu permanecer no Palmeiras para buscar a convocação à Copa do Mundo Feminina de 2027.
Aos 23 anos, a defensora recebeu nos últimos tempos uma oferta do Al Qadsiah, clube da Arábia Saudita, no valor de US$ 800 mil — o que, na cotação atual, equivale a cerca de R$ 4,1 milhões. Se aceita, a negociação teria se tornado uma das maiores vendas já registradas no futebol feminino brasileiro. Mesmo assim, Pati Maldaner optou por recusar e seguir vestindo a camisa do Verdão Paulista, onde tem contrato válido até dezembro de 2027.
A decisão não foi apenas esportiva, mas também estratégica. A zagueira enxerga no Palmeiras a melhor vitrine possível para se consolidar na Seleção Brasileira principal e aumentar suas chances de ser chamada para a Copa do Mundo Feminina de 2027, competição que aparece como uma das metas mais claras da carreira dela. A presidente Leila Pereira, aliás, respeitou integralmente a escolha da atleta, sem forçar uma venda que renderia retorno financeiro imediato ao clube.
Para o torcedor comum, esse tipo de movimento tem impacto direto no dia a dia: mostra que o futebol feminino brasileiro começa a gerar cifras milionárias, mas também revela que as jogadoras já têm maturidade para pesar carreira esportiva versus dinheiro rápido. Enquanto o futebol masculino vive há anos esse dilema, com atletas indo para o Oriente Médio em busca de altos salários, as mulheres começam a viver o mesmo cenário — e, neste caso, a resposta foi priorizar projeto de Seleção.
O currículo de Pati Maldane ajuda a entender por que clubes estrangeiros estão de olho nela. A defensora integrou a Seleção Brasileira nas categorias de base, disputou o Mundial Sub-20 em 2022 e conquistou o Campeonato Sul-Americano da categoria. Dois anos depois, participou de um período de treinamentos com o técnico Arthur Elias na Granja Comary, e em 2020 chegou a integrar o grupo de apoio durante a preparação para os Jogos Olímpicos de Paris. Ou seja: ela já está no radar da comissão técnica.
Para quem acompanha o cenário nacional, o episódio funciona como um termômetro. Mostra que o futebol feminino deixou de ser "amador" na questão salarial, e que decisões de carreira agora envolvem planejamento, objetivos internacionais e não apenas a oferta maior. Para Pati, R$ 4,1 milhões ficaram em segundo plano diante da chance de brigar por uma vaga em 2027 — e isso, por si só, já é um sinal de evolução do esporte no Brasil.
Fica, então, uma pergunta legítima para qualquer pessoa que acompanha o esporte: será que essa geração de atletas vai priorizar títulos e convocações, ou o mercado árabe vai continuar sendo o destino principal? O movimento de Maldaner indica um caminho, mas a tendência geral ainda está em aberto.
O que isso muda na prática?
Na prática, a recusa de Pati Maldaner mostra que o futebol feminino brasileiro já movimenta valores capazes de mudar a vida de uma jogadora em poucos meses. Quem sonha em seguir carreira no esporte pode enxergar nesse cenário uma janela real de oportunidades — mesmo que, no caso dela, a escolha tenha sido pela seleção em vez do caixa. Para clubes menores, a notícia reforça que exportar atletas para a Arábia Saudita pode gerar receita recorde, mas também exige cuidado para não desmontar elencos no meio de temporadas decisivas.
Resumo rápido: A zagueira Pati Maldaner recusou proposta milionária do Al Qadsiah, da Arábia Saudita, e decidiu permanecer no Palmeiras focando na chance de ser convocada para a Copa do Mundo Feminina de 2027.
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