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Mick Jagger, “pé-frio”, volta a assombrar a Inglaterra na Copa

Mick Jagger, “pé-frio”, volta a assombrar a Inglaterra na Copa

Após novo tropeço do time em jogo pela Copa, craque inglês ainda deixa fãs desconfiados do “azar” associado ao ícone do rock.

Mick Jagger ficou conhecido como “pé-frio” no futebol: sempre que o roqueiro aparece apoiando um time em jogos da Copa do Mundo, a torcida tende a ligar o alerta — e, pelo menos em alguns momentos, o padrão parece ter se confirmado. O caso voltou ao centro das atenções nesta quarta-feira, 15, quando a Inglaterra, apoiada por ele, perdeu para a Argentina por 2×1 e agora disputa o terceiro lugar no sábado, contra a Espanha.

De onde veio o apelido de “pé-frio” de Mick Jagger?

A história do apelido começa em 2010, na Copa do Mundo da África do Sul. A partir do momento em que o público passou a acompanhar os jogos em que Mick torcia, surgiu um padrão: times defendidos por ele acabavam perdendo. Com o tempo, o apelido “pé-frio” ganhou força exatamente por essa repetição percebida nas arquibancadas e entre os torcedores.

Segundo o que foi observado pelo público, dentre as partidas acompanhadas por ele no torneio, houve apenas um caso em que o país apoiado venceu: no jogo entre Brasil e Chile, que os brasileiros venceram por 4×1.

Na prática, não é só uma coincidência “bonitinha”: é como se a presença de uma figura famosa virasse um gatilho emocional para quem está assistindo. Quando o time que ele escolhe apoiar começa a sofrer ou fracassa em campo, a superstição ganha ainda mais tração.

Quando a “maldição” pareceu pesar de novo

O apelido não ficou apenas no senso comum. Antes do jogo entre Argentina e Alemanha, Mick afirmou que iria torcer pela seleção argentina. Naquele confronto, os argentinos perderam por 4×0 — um resultado que reacendeu a conversa sobre a tal “maldição” associada ao cantor.

Já em 2014, na Copa do Mundo, quando Jagger torcia pelo Brasil no famoso 7×1, ele comentou a superstição com leveza. A ideia foi clara na brincadeira: “podem me responsabilizar por um, mas não pelos outros seis”. Ou seja, mesmo quando os resultados contradizem a “regra”, o tema continua circulando — porque a narrativa já virou parte da memória esportiva daquele período.

Nessa edição, porém, a história ganhou uma nova camada. A Inglaterra chegou até a semifinal sem perder e, com a presença de Mick Jagger em diversos jogos, parecia que a equipe estava andando na direção “certa”. Só que, em um momento essencial, o time não conseguiu vencer. E é justamente esse tipo de virada que costuma alimentar as superstições: quando o time vai bem até perto do objetivo e, no jogo decisivo, escapa.

O que “pé-frio” significa para quem assiste futebol?

Mais do que um rótulo sobre uma pessoa, o “pé-frio” funciona como um jeito do torcedor organizar emoções em torno do esporte. Para muita gente, acompanhar uma Copa do Mundo tem um componente de ansiedade: você espera que seu time performe. Quando surge um elemento “externo” — como uma celebridade torcendo — a mente tenta encontrar conexões para dar sentido ao resultado.

Por isso, quando aparece a informação de que Mick Jagger está apoiando uma seleção específica, o impacto é rápido. Torcedores já entram no clima de “será que agora vai dar errado?” Mesmo quem não acredita literalmente, tende a perceber o fenômeno como curiosidade esportiva.

E, no caso atual, a situação ficou ainda mais visível: a Inglaterra, apoiada pelo cantor, perdeu para a Argentina por 2×1. Agora, o time precisa reagir para buscar o terceiro lugar no sábado contra a Espanha.

O que isso muda na prática?

Se você acompanha futebol e gosta de entender as dinâmicas por trás das narrativas, a principal mudança prática é simples: vale separar superstição de análise. A presença de Mick Jagger pode virar assunto nas redes, mas não altera o que acontece dentro de campo. Ainda assim, saber que a “lenda” existe ajuda a interpretar o que os torcedores estão dizendo — e por que certas partidas ganham um peso extra no discurso coletivo.

Para quem torce, isso também serve como uma boa checagem emocional. Em vez de transformar a superstição em “prova” de que o resultado está definido, dá para usar o tema como leveza: um jeito de falar do jogo sem que isso substitua o que realmente importa, como estratégia, escalação e desempenho da equipe em campo.

E, se você curte acompanhar o desenrolar das seleções na Copa do Mundo, o próximo passo é observar como a Inglaterra reage na disputa do terceiro lugar. Se a superstição “pega” ou “perde força” nos resultados, isso ficará mais claro conforme o torneio avança — especialmente no confronto contra a Espanha.

No fim, a história do “pé-frio” continua porque envolve algo que o futebol sempre oferece: incerteza. Mick Jagger se torna personagem de uma narrativa que cresce com o tempo, e o torcedor entra nessa brincadeira coletiva. O que resta é acompanhar, com curiosidade, mas mantendo o foco no jogo — porque é nele que a Copa decide.

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Jornalista

Lucas Almeida

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