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Copa do Mundo 2030: economista indica guardar R$ 835 por mês para viajar

Copa do Mundo 2030: economista indica guardar R$ 835 por mês para viajar

Especialista recomenda planejar o orçamento: separando R$ 835 mensais, dá para mirar a viagem ao Mundial com mais tranquilidade.

Com a Copa do Mundo de 2026 chegando ao fim neste domingo, 19, muita gente já começa a pensar no próximo Mundial — o de 2030 — e, principalmente, no planejamento financeiro para conseguir acompanhar de perto. A edição será disputada principalmente na Espanha, em Portugal e no Marrocos, com partidas comemorativas na Argentina, no Paraguai e no Uruguai.

Quanto guardar por mês para viajar com foco e sem endividar

Quatro anos parecem tempo demais, mas é justamente esse intervalo que pode transformar uma viagem cara em um objetivo realista. A chave é começar cedo, definir um valor total e dividir o plano em aportes mensais, evitando recorrer a crédito no meio do caminho.

Segundo Miguel Huertas, coordenador do curso de Ciências Econômicas da Universidade São Judas, o maior erro é acreditar que “ainda está muito longe”. Para ele, começar agora ajuda a diluir o custo, aproveitar o rendimento de investimentos e chegar mais preparado quando a Copa se aproximar.

O primeiro passo, conforme o economista, é estimar os gastos com tudo o que costuma pesar nesse tipo de viagem. Entre os itens a considerar estão: passagens aéreas, hospedagem, alimentação, transporte local, ingressos, seguro-viagem e uma reserva para imprevistos. Essa lista é importante porque evita o planejamento “capenga”, que costuma estourar no momento em que o dinheiro já está comprometido com uma etapa específica.

Com a meta em mãos, a próxima etapa é transformar esse objetivo em valor mensal — aquele aporte que cabe no orçamento sem comprometer outras contas do dia a dia.

O número que serve de referência: meta de R$ 40 mil

De acordo com Huertas, um orçamento de cerca de 40 mil reais pode ser suficiente para acompanhar o Mundial nas sedes principais. A avaliação considera os principais custos da viagem, incluindo os itens que normalmente puxam o orçamento para cima (passagens, hospedagem, alimentação, transporte, ingressos e seguro), além de uma margem para imprevistos.

Se você quer começar a poupar já em 2026, a conta apontada pelo economista indica a necessidade de reservar aproximadamente 835 reais por mês para chegar à ordem de grandeza citada.

Esse valor mensal funciona como uma “referência de cálculo”. Ele não substitui uma estimativa personalizada — afinal, a sua realidade pode variar conforme a cidade de destino, a antecedência para comprar passagens e a forma como você organiza o roteiro.

Por isso, o planejamento serve menos para “decorar um número” e mais para criar disciplina. Quando você tem uma meta mensal, fica mais fácil decidir o que priorizar ao longo do tempo: se vale colocar mais foco em ingressos, se é melhor ajustar hospedagem, ou se faz sentido reduzir deslocamentos para manter a viagem dentro do orçamento.

O que isso muda na prática?

Na prática, planejar a viagem da Copa do Mundo de 2030 com antecedência significa reduzir o risco de você ter que decidir sob pressão. Sem planejamento, é comum a pessoa olhar os preços quando o prazo já está curto e, aí, ou aceita gastar mais do que queria, ou recorre a dívidas para “fechar” a viagem.

Com uma meta definida e aportes mensais, você cria margem para ajustes. Se em algum momento os valores mudarem, você consegue revisar o orçamento sem perder o controle. E, como o economista destaca, quem começa agora tende a diluir o custo e ainda pode aproveitar o rendimento do dinheiro aplicado — algo que costuma ser difícil quando a viagem está “para depois” e o orçamento não sai do papel.

Outro ponto prático é que você passa a organizar melhor as compras ao longo do tempo. Mesmo sem entrar em detalhes de datas específicas (que não foram informadas na referência), o raciocínio é simples: ter reserva evita decisões impulsivas e permite que cada etapa tenha verba planejada.

Além disso, é mais fácil manter consistência financeira. Um aporte mensal com objetivo claro reduz o “vai e volta” do orçamento, porque você sabe exatamente para onde está indo o dinheiro. Isso também ajuda a manter o restante das contas em dia, já que a meta vira parte do seu planejamento, e não uma surpresa no fim.

Se a sua dúvida é “onde encaixar isso no meu dia a dia?”, a resposta é tratar a viagem como uma prioridade financeira com prazo. Em vez de esperar o momento em que “sobrar”, defina quanto cabe por mês e considere isso como uma obrigação do planejamento — do mesmo jeito que você organiza contas recorrentes.

O sonho de acompanhar a Copa pode continuar sendo um desejo, mas com planejamento ele deixa de ser apenas uma ideia e vira uma meta possível. E, quanto mais cedo você começa, maior a chance de chegar com tranquilidade, sem transformar a viagem em um problema financeiro.

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Jornalista

Sarah Martins

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