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Bragantino finaliza 21 vezes e não marca: Mancini liga alerta

Bragantino finaliza 21 vezes e não marca: Mancini liga alerta

Volume de jogo não se traduz em gols: time finaliza muito mas não converte, e pressão sobre o treinador aumenta no Brasileirão

O técnico Vagner Mancini não escondeu a preocupação depois da derrota do Red Bull Bragantino por 1 a 0 para o Atlético-MG, nesta quarta-feira, 12, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana. Mais do que o resultado em si, o que tirou o sono do comandante foi a repetição de um problema que já vinha incomodando: a dificuldade do Massa Bruta de transformar volume de jogo em gol.

Para quem acompanha o futebol brasileiro, o contexto é importante. O Bragantino vinha em fase ofensiva consistente até a pausa da Copa do Mundo. Depois da retomada, os números mudaram de figura — e não para melhor. Em seis partidas no período, o time balançou a rede apenas duas vezes.

Os números que preocupam Mancini

Na entrevista coletiva após a partida contra o Atlético-MG, Mancini foi direto ao apresentar os dados que tirou do bolso. O retrospecto pós-Copa do Mundo mostra uma vitória, três empates e duas derrotas, com média de 0,33 gol por jogo — rendimento bem abaixo do que o clube costuma apresentar.

Detalhando os confrontos, a sequência ajuda a entender o tamanho da dificuldade: empate por 1 a 1 com o Fluminense, dois 0 a 0 seguidos (Sporting Cristal e Coritiba), vitória magra por 1 a 0 sobre o Sporting Cristal, derrota por 2 a 0 para o Corinthians e, agora, o revés por 1 a 0 diante do Galo. Em vários desses jogos, o Bragantino criou, mas não converteu.

Volume alto, eficiência baixa

O ponto que mais chama a atenção na fala de Mancini é a diferença entre volume ofensivo e aproveitamento. Contra o Atlético-MG, o Bragantino finalizou 21 vezes. Dessas, sete foram na direção do gol. Mesmo assim, o placar permaneceu zerado para o lado paulista.

"Hoje, após a partida, fui olhar os números do jogo. Nós tivemos 21 bolas a gol, sendo sete no gol, que é um número baixo para você falar que o seu time é eficiente", explicou o treinador. A frase resume o diagnóstico: não basta chutar muito, é preciso acertar o alvo e, principalmente, fazer a rede balançar.

O que isso muda na prática?

Para o torcedor do Bragantino, o cenário exige atenção por causa do calendário. O time está vivo na Copa Sul-Americana e disputa o Brasileirão, duas competições em que a conversão de chances define classificação e tabela. Um time que finaliza 21 vezes e não marca em uma partida de mata-mata está a um gol de ser eliminado — ou de garantir a classificação.

A questão também pesa sobre o próprio Mancini. O treinador reconhece que a equipe vinha em "fase muito boa" antes da pausa, "fazendo gols" com regularidade. A quebra desse ritmo, somada à sequência de resultados negativos, costuma acelerar cobranças da torcida e da diretoria, independentemente do histórico recente.

Na prática, o desafio do Massa Bruta nos próximos jogos passa a ser de finalização, não de criação. Mancini parece ter mapeado isso ao destacar o dado dos chutes no gol. O caminho para recuperar a confiança ofensiva passa por ajustar pontaria, movimentação dentro da área e tomadas de decisão no terço final — detalhes que costumam decidir partidas apertadas como a que o Bragantino disputou em Belo Horizonte.

Para o torcedor que quis entender o que de fato se passou no jogo e o que vem pela frente, a leitura é simples: o Bragantino não parou de atacar, mas parou de resolver. E é exatamente essa eficiência que Mancini espera recuperar antes do duelo de volta, que vale vaga nas quartas de final da Sul-Americana.

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Jornalista

Sarah Martins

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